Shiva-Shakti

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Amor e Luta

O Amor não é luta, quando duas pessoas lutam entre si, quando duas pessoas competem, se tentam anular mutuamente, então não pode haver amor. O amor é rendição ao outro. Render-se nada tem a ver com uma atitude submissa, render-se tem a ver sobretudo com a auto-confiança, essa confiança em si mesmo e transmitir isso ao parceiro. Render-se é entregar-se sem o burburinho da mente, render-se é parar de lutar contra si mesmo, é deixar por um momento de pensar se a relação vai durar um dia ou uma eternidade e desfrutar da companhia do outro,render-se é viver o presente, sem expectativas, é entregar-se nos braços da própria vida sem exigências e sem medo de sentir o que quer que seja. Ninguém pode querer na sua vida uma chama sem correr o risco de se queimar. Padma, com Amor Arte: Matteo Arfanotti

sábado, 28 de setembro de 2013

Quando a mulher conhece a Deusa

"A mulher que vem a conhecer a deusa cresce na compreensão daquele aspecto divino de sua natureza feminina que parte de Si-mesmo, do arquétipo da totalidade e do centro regulador da personalidade. Em vez de tentar dominar a sua vida, sem ego age juntamente com o Si-mesmo. Ela é guiada, por assim dizer, por suas mais profundas necessidades, por ideais e atitudes que vem de dentro. Ela não é contaminada por circunstâncias externas ou excessivamente atingida por críticas. Por exemplo, ela acha seu corpo belo, e tem consciência clara de que ele é, em parte, manifestação do Si-mesmo. "O Si-mesmo, portanto, como a totalidade da personalidade", observa Erich Neumann, "convenientemente conduz os atributos do sexo físico exterior, cuja condição hormonal está intimamente ligada com a psicológica". O corpo não é, como uma mulher o expressou, "simplesmente o veículo que leva minha cabeça da casa até o carro", mas sim matéria-prima através da qual ela poderá vir a conhecer e valorizar suas próprias e profundas emoções, intuições e sabedoria instintiva. A mulher que tem consciência da deusa cuida de seu corpo com alimentação e exercícios adequa-dos, e aprecia os rituais como banhar-se, vestir-se e aplicar cosméticos. Não se trata de propósito superficial de apelo pessoal, relacionado à gratificação do ego, mas sim de respeito por sua natureza feminina. Sua beleza deriva da ligação vital com o Si-mesmo."
 in Prostituta sagrada - a face eterna do feminino, de Nancy Qualls-Corbett

terça-feira, 18 de junho de 2013

A Virgem

“O arquétipo da Virgem conecta-nos com os instintos e a alma. Não se recuperam os instintos ficando em casa a ler livros. Nem alimentando-nos da arrogância pseudo-masculina de que somos melhores, mais sofisticadas que as nossas mães, só porque sabemos mais. O instinto sabe com o corpo e o útero, e se é verdadeiramente do corpo (e não da cabeça), se é verdadeiramente feminino, não categoriza a vida, antes, regozija-se com a Vida florescendo em tudo e todos. E nem sempre é mansa... e nunca é boazinha...ligada ao eixo útero-coração-intuição, é poderosa na real expressão da Fêmea-Mulher-Deusa.
O feminino só é sagrado se for terreno, se integrar Eva, Lilith, Maria e Sophia, no abraço mais belo que as palavras não podem descrever.
Não há virgem interna, essa que se sente plenamente amada pela vida e que ama a Vida com tesão, se não houver conexão com os instintos. A mulher só é feminina se for instinto.”

Vera Faria Leal
Autoria da Imagem desconhecida

"Ela transforma-se, enquanto aprende as novas regras do jogo da mudança.
Ela desistiu de lutar com as partes que quer transformar. Ela decidiu amá-las em vez de lutar com elas.
Por outro lado, ela também desistiu de defender as suas partes mais vulneráveis. O seu lado mais vulnerável detém os seus medos mais profundos, e tem sido um grande esforço mantê-los fora do alcance de quem quer que tente lá chegar, incluindo ela mesma.
Ela está a descobrir que a sua vulnerabilidade, que ela julgava exclusivamente sua, é um reflexo de uma uma realidade mais abrangente. “ O que é mais pessoal é mais universal”, disse Carl Rogers. Ela nem está a lutar nem a fugir.
Ela está num re-treino, uma guerreira menos defensive e paradoxalmente, torna-se mais poderosa.”

Sukhvinder Sircar 

domingo, 16 de junho de 2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

Arquétipos poderosos na vida das mulheres

“O pilar e o anel em forma de círculo representam os princípios masculino e feminino. Na Grécia antiga o pilar era o "hérnia" que ficava do lado de fora da casa representando Hermes, enquanto a lareira redonda no interior simbolizava Héstia. Na índia e em outras partes do leste, o pilar e o círculo ficam "copulados". O lingam, ou símbolo fálico, penetra o yoni ou anel feminino, o qual se estende sobre ele como num jogo infantil de arremesso de argolas. Lá o pilar e o círculo juntavam-se, enquanto os gregos e os romanos conservavam esses mesmos dois símbolos de Hermes e Héstia relacionados, mas à parte. Para enfatizar mais essa separação, Héstia é uma deusa virgem que nunca será penetrada, como também a mais velha deusa olímpica. Ela é tia solteirona de Hermes considerado como o mais jovem deus olímpico - uma união altamente improvável. 
Desde os tempos gregos as culturas ocidentais têm enfatizado a dualidade, uma divisão ou diferenciação entre masculino e feminino, mente e corpo, logos e eros, ativo e receptivo, que depois se tornaram valores superiores e inferiores, respectivamente. Quando Héstia e Hermes eram ambos honrados nos lares e templos, os valores femininos de Héstia eram os mais importantes, e ela recebia as mais altas honras. Na época havia uma dualidade complementar. Héstia desde então foi desvalorizada e esquecida. Seus fogos sagrados não são mais cuidados e o que ela representa não é mais honrado. 
Quando os valores femininos de Héstia são esquecidos e desonrados, a importância do santuário interior, interiorização para encontrar significado e paz, e da família como santuário e fonte de calor ficam diminuídos ou são perdidos. Além disso, o sentimento de uma ligação básica com os outros desaparece, como desaparece também a necessidade dos cidadãos de uma cidade, país ou da terra se ligarem por um elo espiritual comum. 
Num nível místico, os arquétipos de Héstia e de Hermes se relacionam através da imagem do fogo sagrado no centro. Hermes-Mercúrio era o espírito alquímico Mercúrio, imaginado como fogo elementar. Tal fogo era considerado a fonte do conhecimento místico, simbolicamente localizado no centro da Terra. 
Héstia e Hermes representam idéias arquetípicas do espírito e da alma. Hermes é o espírito que põe fogo na alma. Nesse contexto, Hermes é como o vento que sopra a brasa no centro da lareira, fazendo-a acender-se. Do mesmo modo, as idéias podem excitar sentimentos profundos, ou as palavras podem tornar consciente o que foi inarticuladamente conhecido e iluminado o que foi obscuramente percebido.” 
― Jean Shinoda BolenGoddesses in Everywoman: Powerful Archetypes in Women's Lives

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Jaya Rhada Mahadava

"jaya radha madhava
kunja bihari
jaya gopi jana vallabha
giri vara dhari
yasoda nandana
vraja jana ranjana
yamuna tira vana chari"

Gayatri Mantra


"Aum Bhur Bhuva Svah
Tat Savitur Varenyam
Bhargo Devasya Dhimahi
Dhiyo Yo Naha Prachodayat"

As importância das palavras



“Crêem os Xamanicos que todas as palavras são feitiços. Tudo o que dizemos ou pensamos torna-se realidade. Quando repito para mim que não sou assim tão inteligente, bela ou merecedora, estou literalmente a amaldiçoar-me. Esses pensamentos saem para o mundo e trazem-me situações e acontecimentos que provam estes mesmos pensamentos. Vigiemos as nossas palavra hoje e tornemo-nos mais conscientes de como as palavras afectam os nossos corpos e as nosas vidas.”

-Mia Genis

sábado, 1 de junho de 2013

A Menina



Hoje, dia 1 de Junho, é dia da Criança. É um ótimo dia para nos conectarmos com a nossa criança interior através de uma meditação ou fazer algo realmente divertido.
Sendo dia da Criança, lembrei-me também de Bala Lalita, A Menina. Para além dos Arquétipos de Virgem, Mãe e Anciã, temos ainda a menina, representada muito bem pela pequena Lalita. 
O que representa este Arquétipo feminino? Criatividade, inocência, espontaneidade, possibilidades várias. A  Menina é aquela parte que vem cobrir de cor as nossas vidas e que nos faz acreditar nos nossos sonhos.

"Bala Tripura Sundari é uma das formas de Lalita, representada por uma menina entre 7 e 12 anos. 
Tripura em sânscrito significa trindade. É desta maneira que Lalita se manifesta: na tríade jovem (Bala), mãe (Sodashi)e anciã (Panchadasi).
"Lalita é mãe e filha; Lalita é a mãe de todos e de tudo, divino e mortal, animado e inanimado."

Namaste!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Sensualidade e Sexualidade



"Nem sempre é fácil falar de sexo sem cair nos velhos jargões das revistas femininas. Se dependêssemos delas, a cada mês, “X novas maneiras de enlouquecer um homem na cama” seriam acrescentadas ao nosso “vasto” conhecimento sobre o assunto.
No entanto:
- os números são fictícios e sempre maiores do que a edição do mês anterior ou da revista concorrente;
- as maneiras não são novas coisa nenhuma;
- na maioria das vezes os truques estão focados em agradar o parceiro e não a si mesma;
e, principalmente,:
- sexualidade vai muito além de performances para enlouquecer alguém na cama.
Mesmo que boa parte das mulheres saiba de tudo isso, as revistas continuam sendo bem vendidas, os sites com dicas de sexo são super acessados e os consultórios de psicólogos e sexólogos estão sempre lotados de pessoas que não conseguem obter prazer de verdade em uma relação sexual.
Você, provavelmente, também já leu alguma matéria nas mesmas revistas que dizia que o problema de tudo está na cabeça. Que nossas crenças e a maneira como somos educados, a sociedade, a cultura machista, o histórico de opressão feminina, a pressão pela virilidade masculina, entre diversos outros fatores contribuem para que, de uma maneira geral, a maioria das pessoas viva mal a sua sexualidade, apesar de propagar o contrário por aí. Digamos que essa é parte da resposta. E se desfazer de toda essa carga talvez exija mesmo muita terapia, reflexão, reformulação de padrões, leituras e quaisquer outros artifícios mentais.
A outra parte da resposta – advinhe – está no corpo. “Normalmente, temos uma relação distante com o corpo e o vemos como um desconhecido ou, até mesmo, como um inimigo”, observa o terapeuta especializado em sexualidade, com a visão da Leitura Corporal, Fábio Oliveira.
Se queremos ter uma vida sexual prazerosa, o primeiro passo é aprender a dar prazer a si mesma. E isso vai muito além de uma masturbação convencional. Fábio nos passou dicas de exercícios bem simples que ajudam a nos reconectar com o corpo:
- Sinta seus contornos. Passe um hidratante no corpo todo, levando a atenção para cada ponto que você toca e massageia. Preste atenção às sensações que cada parte te traz.
- Veja você mesma. Se olhe nua no espelho como se estivesse olhando para o seu corpo pela primeira vez e aprecie algo. Mesmo que sua mente fique tagarelando. Flua amor e aceitação para esse corpo que é um grande presente para você experimentar a vida.
- Sinta prazer nas coisas simples. Coma uma comida gostosa e saboreie, com calma, cada pedacinho.
- Aprenda a buscar e sustentar prazer. Coloque uma balinha na ponta da língua e faça movimentos para dentro e para fora da boca sem encostar nos dentes. Depois, mova a língua, do lado de fora da boca, para a direita e para a esquerda, ainda com a balinha na ponta. Em seguida, faça movimentos circulares com a língua, dentro da boca, entre os dentes e os lábios. Chupe a bala sem mastigar.
- Ative sua energia vital. Sempre que se sentir sem vontade de fazer alguma coisa prazerosa por você, coloque a ponta da língua no céu da boca, nesse ossinho mais saliente entre o palato mole e o palato duro e massageie a região com a língua. Em seguida, com as mãos, massageie os 3os dedos dos pés, a contar a partir do dedão, depois os 5os dedos das mãos e os 5os dedos dos pés. Você vai notar o ganho de energia!
- Estimule a garganta. Pingue algumas gotinhas de Tintura de Romã (você encontra em farmácias homeopáticas ou de manipulação) em um copo com água e faça gargarejos, sem engolir.
- Movimente a pelve. Brincar de bambolê ou fazer movimentos circulares com o quadril, de preferência debaixo d’água, são ótimos para liberar a energia do 2o chakra, da sexualidade.
- Conte com a natureza. Mastigar 3 pétalas de rosa vermelha durante 3 dias desperta a libido.
- Aumente seu erotismo. Ferva água, coloque algumas pétalas de rosa branca, deixe a água ficar morna e, depois do banho, jogue essa água de rosas em você, do pescoço para baixo. Deixe as pétalas secarem um tempinho sobre seu corpo. Ferva outra água, coloque agora pétalas de rosa vermelha e faça a mesma coisa.
Fábio afirma que “o prazer é inerente a todo ser humano e é um grande estimulador de saúde”, então só falta acessá-lo. O terapeuta lembra que a vivência da sexualidade pede tempo para si, paciência, leveza e, como quase tudo, presença. Sem pressa e sem o objetivo de chegar a um resultado conhecido. Então, ao fazer cada um desses exercícios, lembre-se de que o mais importante é você se divertir!"

Por Thays Prado

Mulher


"Mulher,
Se tu quiseres
Tu podes lembrar
Como fiar e juntar os fios
Que tecem a teia
Do tecido da realidade.
Floresce.
Segue o teu conhecimento.
Reclama o teu poder.
É tempo de seres generosa
com o teu amor."

Aisha Wolfe